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Leitura recomendada

JorgeUMM

UMM
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12 Dez 2007
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Assunto: Artigo publicado no jornal " Público" de Leitura Obrigatória
Artigo de Pedro Afonso - Médico psiquiatra

Grande artigo o que se segue. Leitura obrigatória. Não é todos os dias que nos deparamos na imprensa com um rasgo de lucidez.
Pena é que sejam poucos os que vejam as coisas assim.... enfim como elas são!
A saúde mental dos portugueses
Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.
Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família.
Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos.
Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos.
Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público.
Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.
Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.
E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.
Pedro Afonso
Médico psiquiatra


JORGE FIGUEIREDO
Carregal do Sal

Quero ir até ao Fim do Mundo em 4x4 ... mas, exijo que seja em 1.ª CLASSE.
Isso só é possível num 4x4 de eleição
O UMM ...
 

NSMP

UMM
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10 Mar 2010
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Excelente reflexão... no entanto os problemas continuam sem que ninguém apresente soluções capazes de dar a volta aos graves problemas que a nossa sociedade (e não só) atravessam. Quando o novelo é muito grande é sempre dificil encontrar a ponta para se começar a desfiar, por isso em vez de querermos mudar o mundo tentemos mudar o nosso mundo, olhando mais para dentro da nossa família, dos nossos amigos, dos nossos vizinhos, reaprender a dar sem estar à espera de receber nada em troca, pequenos gestos que farão toda a diferença se multiplicados e replicados por muitos!

Já que ninguém o faz por nós façamos nós pelos outros e teremos de certeza uma sociedade mais equilibrada a todos os níveis.

A resposta tem de ser dada, a meu ver, pela Sociedade Civil e temos de deixar de estar à espera que o classe politica resolva os nossos problemas por nós pois está mais do que provado que não resulta!
cUMMprimentos
Natacha

http://www.wix.com/natasca/coisas-de-tt
 
Registo
15 Fev 2009
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Natacha, neste capitulo das soluções para os problemas vem-me sempre à cabeça algumas palavras como: cavidade conica, RPG, granada foguete, banho de sangue, etc...

A nossa historia fala por si, sempre fomos miseraveis com a excepção dos nossos senhores, e desde a entrada na UE que se tem vivido a excepção - apenas no sentido em que a abundancia foi de tal ordem que chegou a todos - e agora que seca a fonte das patacas, ai de nós que voltaremos à miséria...

Soluções? Talvez a auto-suficiencia individual, semelhante à que vemos nos montes alentejanos que nem electricidade tem... mas mesmo assim se nos der uma dor de barriga estamos entregues ao João Semana - se o encontrarmos - que do SNS deve ser dificil depois de o privatizarem.

Quanto à crise dilacerante dos valores... nada a fazer, cada um faz o que pode pelos seus. Entra-nos pela casa a dentro uma maré de informação sem qualquer filtro, já para não falar da educação tendenciosa das nossas escolas e dos seus programas educativos que se dobram perante certas inclinações politicas a cada legislatura.

Cumps,

JC

ps.: debater e reflectir sobre estas coisas é sempre bom porque acabamos sempre por ver outras perspectivas de outros cantos da sociedade.

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Eduardo Filipe

SupremUMM
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5 Dez 2010
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RPG 7,granada foguete, banho de sangue, etc... não é preciso tanto João, desenterrem o Salazar e ponham-no novamente a governar se querem ver a volta que isto dá... tinhamos em menos de 24 horas todos os nossos amigos políticos novamente no exílio. Que sorte a nossa!

 
Registo
15 Fev 2009
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Eduardo, certamente, mas se bem me lembro tinhamos valores, mas em contrapartida ignorancia e o povo era miseravel por igual.
No seguimento do repto fica este excerto que recebi à tempos:



Um artigo para todos os pais e educadores (os que já são e os que vão ser). Para ler e ponderar.

Todos temos consciência de que hoje em dia se caiu no exagero.

É preciso voltar a encontrar o equilibrio, como se costuma dizer em português corrente: “Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.”



Os pais têm de recuperar a autoridade perdida e deixarem de querer agradar aos filhos, ou o mundo estara perdido, afirma um dos mais famosos pediatras do mundo. Fomos saber porquê.

Catarina Fonseca/ACTIVA | 10 Fev. 2010

Confesso que ia um bocado amedrontada. Afinal, ia entrevistar um dos homens responsaveis por um dos maiores escândalos educativos das últimas décadas, o homem que defendera a urgência do regresso ao poder dos pais contra os todo-poderosos filhos.

Acusado de tudo, de fascista para baixo, o pediatra libio-francês Aldo Naouri diz que os pais se demitiram do seu papel de educadores e em vez disso se dedicam a satisfazer a criança, com o unico desejo de se fazerem amar. Diz que confundimos frustraçao com privaçao. Diz que transmitimos à criança que nao so pode ter tudo como tem direito a tudo, içando-a ao topo do edificio familiar, onde ela nunca esteve e onde nunca deveria estar. Diz que um filho hoje nao é criado para se tornar ele proprio, mas para gratificar e servir o narcisismo dos pais. Diz que estamos perante uma epidemia que encoraja os pais a seduzirem as crianças, tornando-as assim em seres obsessivos, inseguros, amorfos e emocionalmente ineptos, que nao sabem gerir as suas pulsoes e sao incapazes de encontrar o seu lugar no mundo.

Em resumo, esperava alguém mais parecido com o Deus do Velho Testamento, que me recebesse com raios e coriscos, ou pelo menos uma praga de gafanhotos. Em vez disso, recebeu-me com um sorriso so equivalente ao sol de Lisboa, agarrou-me na mao, perguntou-me por que é que nao tinha filhos e assegurou-me que os homens sao todos uns egoistas. "Portanto, madame, é so escolher um! Sao todos iguais!"

Por entre gargalhadas, falou-se de coisas muito sérias, como aquilo que andamos a fazer às crianças. Ora leiam.

- Entao, nada de democracia para as crianças?

- Nao. E fundamental que estejam numa relaçao vertical: os pais em cima, as crianças em baixo. Porque ha uma diferença entre educar e criar. Criar é dar-lhe os cuidados basicos, dar-lhe banho, alimenta-lo, etc. E como criar galinhas. Educar é haver qualquer coisa que nao existe e que é preciso formar. Por isso a criança nao esta nunca ao mesmo nivel dos pais, nao pode haver uma relaçao horizontal. Se quiser compreender o que se passa na cabeça de uma criança numa relaçao horizontal, imagine o seguinte: você esta num aviao, e o comandante vem sentar-se ao seu lado. Você pergunta, Mas quem é que esta a guiar o aviao? E ele diz, 'Ah, é um passageiro da primeira fila que eu pus no meu lugar. ‘ A criança tem necessidade de alguém acima dela.

- As maes nao se escandalizam com a mudança de habitos que lhes aconselha?

- Nada disso. As maes estao petrificadas na sua angustia e precisam de se libertar. Eu digo, 'mas nao vale a pena angustiarem-se dessa maneira, ser mae é muito mais simples do que vocês pensam'. Digo-lhes que nao vale a pena viverem preocupadas porque a criança nao come, nao dorme, ou vai ter ciumes do irmao. Dou-lhes conselhos basicos e faceis de seguir e tento fazer com que simplifiquem a maximo as suas vidas. O que eu quero é que a criança seja para os pais uma fonte de prazer e felicidade, e nao um foco de sofrimento e angustia, e para que isso aconteça, os pais têm de estar descontraidos.

- As nossas avos nao viviam nessa angústia...

- Pois nao. Mas viviam num mundo em que havia três tipos de ordem: Deus, Rei e pai. Esse tipo de ordem fazia com que existisse qualquer coisa que as transcendia. Hoje todo o tipo de transcendência desapareceu, e quem ficou no lugar de Deus? A criança. As maes que poem o filho nesse altar, eu simplifico a tarefa: digo - Nao se cansem dessa maneira. Nao se preocupem assim. Ponham-se a vocês proprias em primeiro lugar. Claro que nao é uma coisa que elas estejam habituadas a fazer, ou sequer a ouvir, mas nao é por isso que nao podemos dizer-lhes, e nao é por isso que elas vao deixar de ser capazes de o fazer. Acredito que vao ser capazes, porque é urgente: a bem das crianças, e a bem delas proprias. E preciso fazer as coisas de maneira tranquila, porque a mae perfeita nao existe, o pai perfeito nao existe, a criança perfeita nao existe.

- Mas as maes hoje têm uma vida tao dificil, é normal que se culpabilizem...

- Não é por trabalharem fora de casa que têm de se sentir culpadas.

Peço às maes: lembrem-se do vosso primeiro amor. Quando nao o viam durante três dias, morriam de saudades. Mas quando o voltavam a ver, assim que batiam os olhos nele era como s nunca se tivessem separado. Com as crianças, é exactamente igual. Quando tornam a encontrar a mae, é como se ela nunca tivesse partido.

- Diz que os pais esqueceram o seu papel de educadores porque querem ser amados pelas crianças. Por que é que isto acontece?

- Como todas as crianças, tiveram conflitos com os pais. E como todas as crianças, amam-nos mas guardaram muitos ressentimentos. E nao querem que os seus filhos tenham esse tipo de ressentimento em relaçao a eles. E pensam que a melhor maneira de o fazer é seduzir a criança para que ela o ame. O que é um enorme erro. Porque nesse momento, a relaçao vertical inverte-se. A hierarquia fica de pernas para o ar, e quando isso acontece, destruimos a crianças.

- O problema é que as pessoas confundem autoridade com violência. Autoridade é fazer-se obedecer, nao é dar uma palmada, que o senhor alias desaprova.

- Completamente! Nao aprovo palmadas de que género for, nem na mao nem no rabo. Ter autoridade nao é agredir a criança. Ter autoridade é dizer: 'Quero isto', e esperar ser obedecido. Quero que faças isto porque eu disse, e pronto. Autoridade é so isto, é assumir o seu dever. Nao vale a pena ser violento, alias porque a criança sente a autoridade. E quando o pai ou a mae nao esta seguro do seu poder que a criança tenta ir mais longe. Quando ha uma decisao que é assumida pelos pais, ela cumpre-a.

- Uma terapeuta de casal dizia que as pessoas hoje nao têm falta de erotismo, dirigem-no é todo para as crianças...

- Sem duvida. E é isso que é urgente mudar. O slogan 'a criança acima de tudo' deve ser substituido por 'o casal acima de tudo'. A saude fisica e psiquica das crianças fabrica-se na cama dos pais. Por que isso nao acontece é que ha tantos divorcios, e depois a vida torna-se muito mais complicada para a mae, o pai e a criança. Se elas decidem privilegiar a relaçao de casal, estao a proteger a criança.

- Educou os seus filhos da forma que defende?

- Sim sim, eu eduquei os meus três filhos tranquilamente. A autoridade significa serenidade, nao violência. Ainda hoje, que eles ja sao mais do que adultos, nos reunimos às vezes para jantar. E no outro dia, falamos sobre as viagens de carro que costumavamos fazer - sempre viajei muito com eles. Quando se portavam mal, eu virava-me para tras e dizia: - Olhem que eu paro o carro e deixo-vos a todos aqui na auto-estrada! - So ha pouco tempo é que percebi que eles achavam que eu estava a falar a sério e que seria capaz de os abandonar na estrada! (ri). Tal é a força da autoridade. Mas isso nao tem importância, o importante é que funcionava! (ri)

- Diz que o pai tem de ser egoista mas também diz que uma das tragédias do mundo moderno é a ausência do pai... Qual é entao o papel do pai, para la de ser egoista?

- Tem duas funçoes: a primeira é a de possibilitar à mae o exercicio da sua feminilidade. A segunda é a de se oferecer ao filho ou filha como um escudo contra a invasao da mae. Porque de outra maneira, a mae vai tecer à volta do seu filho um utero virtual, extensivel até ao infinito. O pai nao esta presente como a mae, mas é preciso que esteja presente.

- Mas hoje exige-se aos pais que façam uma data de coisas, que mudem fraldas, que ponham a arrotar, que ensinem karaté...

- Não é preciso. Porque na cabeça das crianças tudo esta muito claro: aquela que o filho ama acima de tudo é a mae, que sempre respondeu às suas necessidades desde que estava na sua barriga. Se alguém lhe diz 'nao', mesmo que seja a mae, para ele a culpa é do pai. Ou quando muito, da nao-mae. No inconsciente de uma criança, o pai nao existe. So ha a mae. O pai tem de se construir, a bem das crianças e a bem da mae delas.

- Antes de ler este livro nao tinha consciência de que as crianças estavam tao perturbadas.

- Li um artigo recentemente do director do centro médico-pedagogico de Paris, que afirmava que em 2008 tinha recebido 394 novas familias, e que a maior parte tinham problemas psicologicos. No fim da primária, 40% dos alunos ainda nao dominam a lingua, e isto é grave. E nao porque tenham problemas fisicos ou sejam burros: é porque nao os sabemos educar. Mas é uma tarefa dificil, porque mesmo as instâncias governativas vao no sentido de seduzir a criança. Porque as crianças vendem, sao um produto que se compra e se compara. Todo o mundo vai no sentido de deixar a criança fazer o que quer, porque é mais facil que ela nao cresça. Mas o que vai acontecer é que essas crianças, se nao travadas, vao crescer e fabricar sociedades absolutamente abominaveis, onde sera cada um por si, onde nao havera solidariedade.

- Nem cientistas... E o senhor quem o diz...

- (ri). Apesar de tudo, estou optimista. As pessoas querem saber como podem mudar. Nao sou o unico a dizer estas coisas, mas digo-as de forma bruta. Tenho 40 anos de experiência com pais e crianças. E é muito facil mudar, quando começamos a ver a logica das coisas. Além disso, o que eu pretendo é simplificar a vida das pessoas. Nao quero voltar àquilo que se fazia ha um século. Nao quero pais castradores.

- O que é um pai castrador?

- Não é um pai autoritario, é um pai fraco, intranquilo, desconfortavel na sua pele e na sua posiçao. O que eu digo é, a sua posiçao como pai ou mae esta assegurada à partida. So tem de exercê-la. Uma vez, apareceu-me uma mae muito alarmada porque a filha nao dormia. Aconselhei-a a dizer à criança, antes de dormir: 'Podes dormir tranquila. Nao preciso mais de ti hoje.' E a criança dormiu a noite toda. Por isso eu digo no fim das consultas, a todas as crianças, tenham elas 1, 7 ou 14 anos, 'Muito obrigado por me teres trazido os teus pais à consulta. Agora podes ficar descansado, eu ocupo-me deles.'

O QUE DEVEMOS FAZER...

Palavra de ordem: nao compliquem.

Segundo Aldo Naouri, o esterilizador de biberoes nao faz sentido, nem desinfectar o mamilo.

- Os biberoes devem lavar-se com água quente da torneira.

- As nadegas do bebé devem ser lavadas com água e sabao.

- A roupa do bebé pode ser enfiada na máquina como o resto da roupa de casa.

- Em todas as idades, devem tomar-se as refeiçoes familiares em conjunto.

- Um adolescente pode ir vestido da maneira que bem entender.

- Petiscar, no caso de um adolescente, nao é de condenar, porque precisam de imensas calorias.

E O QUE NAO DEVEMOS...

- Rituais antes de dormir, como a historia ou a cantiga, é para irem à vida. So servem para ritualizar o medo da criança. Deve-se mandar a criança para o quarto, e ai ela fara o que quiser com o seu tempo.

- Angustiar-nos com as horas de sono. E absolutamente necessario livrarmo-nos da obsessao do número de horas que eles dormem.

- Nunca, em circunstância alguma, se deve obrigar uma criança a comer.

- Biberao, chupeta e objectos de transiçao devem desaparecer antes do fim do segundo ano da criança.

- Bater nunca: nem na mao nem no rabo.

- Elogiar, so para coisas excepcionais.

- A criança nao deve escolher a sua roupa.

- Uma ordem nao tem de ser explicada, tem de ser executada. A explicaçao que é dada ao mesmo tempo que a ordem apaga a hierarquia. Se quiser explicar, so depois da ordem cumprida. A figura parental nunca, mas nunca, tem de se justificar perante o filho.

Para ler: 'Educar os Filhos', Aldo Naouri, Livros d'Hoje



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raminiUMM

UMM
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Boas
João, na teoria isso é tudo muito bonito, mas na pratica não se aplica, como podes tu dar exemplos que não cumpres??!!Olha para o que eu digo mas não olhes para o que faço??!!
A falta de rigor a aplicar essas mesmas teorias por parte de quem as escreve é que estraga tudo, senão veja-se o que fazem os desgovernos sucessivos a que temos todos assistido onde se dizem coisas bonitas bem escritas e sob o ponto de vista social e económico, ideais!
Mas vai-se a ver e a contenção de despesas, de atitude e de respeito pelos outros tem que ser feita por parte de quem não tem o poder, ou seja o Povo!!
Sim porque num pais tão pequeno e cheio de recursos não me digas que sou iluminado e que é de dificil gestão??!!
O que se está a tornar dificil para quem governa, e não estou a falar só do governo propriamente dito mas sim de todos aqueles que têm à sua responsabilidade a vida dos outros seja em que área for,é que para "me cagarem, primeiro têm que me comer" e para quem governa já nem há estomago para comer tantos!
Portanto para se por ordem numa casa é preciso que o dono da casa seja um tipo honesto e com alguma cultura social e económica, mas acima de tudo coerente pragmático e transparente. Ora num país acultural como o nosso, desinteressado até pela nossa história, quanto mais pela cultura e onde se promove a mediocridade e pequenez de espirito e a cultura de outros paises quando nem se conhece a propria origem, um pais fertil que não produz sequer para alimentar os seus, devido a politicas de interesse não de um todo mas apenas de alguns!
Entreguem isto de vez aos espanhois para eles mostrarem mais uma vez que o problema principal deste pais é a falta obvia de portugueses em Portugal.Parece que estamos espalhados pelo mundo e por lá queremos continuar porque é mais dificil ser do parecer!!
Estamos a ser manipulados pelos mesmos desde à 100 anos atrás e esquanto não exilarmos estes falsos portugueses de vez, a nossa solução é andar ao sabor do dinheiro que é crucial à nossa existência e continuar-mos nesta prostituição barata perante a europa e o mundo!!
Ou então como alguns, poucos, andar contra a corrente e em vez de se viver, vai-se sobrevivendo!
Como diz o Sergio Godinho "com a cabeça entre as orelhas"
Abraços fortes
RaminiUMM
 
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