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Ângulo lateral

JAVAL

Iniciado
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2 Nov 2007
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Caros amigos, a minha inexperiência no TT leva-me a abrir este tópico, porque é das coisas que mais me arrepia: o ângulo lateral das nossas beldades. De catálogo são indicados 40º, mas quando olho para a forma quadradona das nossas carroçarias fico com sérias dúvidas que ele incline lateralmente a 40º sem tombar. Com passageiros no interior então... Também sei que a inclinação pode depender de outros factores como a consistência do solo e o tipo de pneus.
Por outro lado, as pick-ups que todos os dias aparecem no mercado com um modelo novo, apresentam ângulos laterais até 49º, enquanto os Discovery mais antigos se ficavam por uns honestos 23º e os Range Rover (antigos também) 30º, salvo erro.
A minha questão fulcral é: como é que vocês, os mais experientes do TT, lidam com este ângulo nas situações mais difíceis? Claro que há a leitura do terreno, a forma de atacar o obstáculo, o uso do inclinómetro, mas eu dou importância é à experiência de quem conduz e gostava de conhecer a vossa opinião.
Um obrigado a todos.
 

PedroUMM

UMMzão
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31 Mar 2006
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Olha, quando eu passei o angulo de inclinação lateral maximo não tive tempo de olhar para o inclinómetro para ver a iclinação a que ia. Ele deitou-se mais depressa do que eu reagi. Agora digo-te que não é muito agradável ficar pendurado pelo cinto de segurança.


Pedro
I say no matter how i try, i realise there's no reply
 

APires

UMM
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16 Abr 2006
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Boas, normalmente um ângulo lateral ainda longe do perigo é suficientemente assustador para quem tem pouca experiência!! Agora a sério, é claro que depende da experiência de cada um a ler o terreno e o conhecimento que tem do seu UMM.
Eu no meu caso sei que quando já acho que ele vai virar ainda dá mais um bocadinho, o melhor é ires experimentando vários ângulos com muito cuidado até te aperceberes dos limites do teu UMM e também dos teus limites que são tão ou mais importantes que os do jipe.


AbraçUMM, André Pires

 
Registo
8 Jun 2006
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Ao tópico

Um carro só se volta quando a vertical tirada do seu centro de gravidade, ultrapassa uma linha imaginária que une os dois pneus de um mesmo lado, Isto é a teoria:cool:, na prática muitos factores dificultam, antecipam ou abreviam o "capotanço"!:angry: A solidez do próprio terreno, deslocções repentinas de pesos são exemplos disso.

Como o centro de gravidade dos nossos UMM se situa (numa viatura sem qualquer transformação) sensivelmente a meio da cx. de velocidades, mais junto à "cloche" da embraiagem:p, será relativamente fácil visualizar quando iremos fazer da quilha, portaló(y). Como o CG é um ponto, também ele imaginário, por onde, se fosse possível suspender a viatura, ela não penderia para nenhum sítio, estabilizando-se em qualquer posição. Basta uma mosca pousar num sítio qualquer do carro, para o CG ser alterado:astonished:e haver uma movimentação até ser atingido de novo o equilibrio e um novo CG. Todos os corpos serão tanto mais estáveis, quanto mais baixo for esse centro.

Uma coisa é testar, de facto e em segurança, as possibilidades de inclinação dos nossos carros (sendo todas elas diferentes) em planos inclinados para o efeito, outra radicalmente diferente é estar já inclinado lateralmente num sitio qualquer e andarmos no recua/avança para ver se nos safamos;). Nesta situação, apesar de ainda podermos estar longe do ponto crítico, basta um solavanco lateral para momentaneamente o ultrapassarmos e ficar de patas ao alto (oremos ao Senhor).:devilish::angry::dizzy_face:

Um outro processo:p para testar a inclinação dos nossos UMM e calibrar os "inclinómetros" é colocar dois macacos hidráulicos de oficina a levantar, ao mesmo tempo, a viatura por baixo das duas pontes, mesmo junto aos pneus (junto aos pratos de trv.). Quando se chegar a uma inclinação crítica (tendo sempre 3 ou 4 ajudantes musculados) em que se vê que irá voltar (fujam:D) determina-se esse ângulo e desconta-se 10%, encontrando aí uma referencia mais ou menos segura, que apenas devemos ultrapassar, se nada mais houver a fazer... Sem ser isso, rezar e nos deslocarmos muito, mas mesmo muuuuuiiiito devagar.:clown: A experiência deverá obrigatoriamente ser feita com o condutor e com os habituais penduras (se for caso disso)e realizada para os dois lados. O tal ângulo a determinar será, mais precisamente, a média das inclinações obtidas, tirando os tais 10%

É interessante referir que estando dentro de um carro numa rampa de teste (ou com os tais 2 macacos), ainda com uma larga margem de segurança, parecer-nos-á que já estamos voltados e a caminho do hospital!:astonished: Isto prende-se com o facto de passarmos uma vida desde que nascemos:rolleyes: (conduzidos ou a conduzir) a andar na horizontal. O nosso cérebro está habituado a isso, às subidas e descidas, mas não está preparado nem habituado à inclinação lateral. As nossas "giro bússolas" nos ouvidos impulsionam o cérebro a dizer-nos para ter cautela e temor.

Qualquer inclinação lateral, que nos pareça pronunciada, sem ter conhecimento das características do nosso (e apenas do nosso) UMM e do terreno, é uma situação de risco:angry::angry::angry: que deverá ser abordada com todas as cautelas;). Apesar disso temos que ter sempre em mente a manutenção de um pensamento claro:p e deixar o nervoso e a precipitação em casa:p. A cabeça fria faz baixar os centros de gravidade:D.

UMM abraço

João
 

JAVAL

Iniciado
Registo
2 Nov 2007
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Obrigado João pelo seu parecer técnico. Gostei sobretudo da explicação fisiológica da coisa; de facto quando olho para os obstáculos depois de os ter passado (e incluo também subidas e descidas), os mesmos não me parecem assim tão inclinados como quando ia dentro do bicho.
Obrigado também aos outros "postantes" pela opinião emitida, pois consolidou-se assim a ideia que tinha inicialmente: é ir experimentando com muito juizinho (y)
 
Registo
8 Jun 2006
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Amigo Javal
Isso prende-se também com o facto de que involuntariamente, quando estamos dentro de um carro, temos pontos de referência próximos (o carro) e distantes (tudo o que nos rodeia exteriormente). Isso perde-se quando estamos cá fora, ou quando a "tola" foi informada e corrigida, por experiência própria, de que afinal "a coisa não era bem assim".
O "medo" não é mais do que um meio natural de aviso, tendo em vista a nossa preservação. Por isso é que os "heróis" têm uma ponta de insanidade escondida atrás de uma medalha, muitas das vezes póstuma.
UMM abraço
João
 
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